Nano: o mais popular dos iPods

August 31, 2007 on 10:53 pm | In gadgets, musica, teste, wnews | 2 Comments

Embora a Apple não divulgue os números de vendas por modelo, é seguro apostar que o Nano atual deu uma grande contribuição para a impressionante marca, atingida em abril deste ano, de 100 milhões de iPods vendidos. Anunciada em setembro de 2005, a primeira geração do iPod Nano veio para substituir o Mini, lançado no início de 2004 e atualizado no ano seguinte, quando foi avaliado aqui no Ponto de Teste.

Disponíveis apenas em preto ou branco, os Nanos tinham visual semelhante aos iPods originais, parecendo uma versão bem reduzida do iPod Video (a quinta geração do player da Apple) que seria lançado no mês seguinte, mas eram diferentes de todos os demais iPods (exceto, atualmente, o Shuffle) por usar memória flash, e não um HD miniatura – o que garante melhor rendimento da bateria e resistência a impactos.

Praticamente um ano depois chegou ao mercado a segunda encarnação do Nano, agora em corpo metálico e com seis opções de cores, lembrando muito mais os aposentados Minis do que quaisquer outros integrantes da família iPod. Rumores dão conta que uma nova atualização estaria por vir (esta versão está prestes a completar um ano, afinal), mas isso não quer dizer que não devamos testar um Nano de segunda geração.

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Orkut 2.0 será uma rede social portátil?

August 31, 2007 on 10:49 pm | In colunas, comunidade, forumpcs, web20 | No Comments

Semana passada escrevi sobre as redes sociais que existem além do Orkut, com ênfase para o ascendente Facebook. Sem querer desmerecer as contribuições daqueles que participaram, foi uma de minhas colunas de menor repercussão até hoje, com meia dúzia de comentários. Talvez por não ser o assunto favorito dos frequentadores do Fórum, talvez por eu não ter conseguido me fazer entender.

O interessante é que metade desses comentários tocaram num mesmo ponto: o Orkut seria melhor que as outras redes sociais porque “lá encontramos nossos amigos”. Claro. E uma coisa leva a outra: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? É difícil competir com o Orkut, mesmo tendo um produto melhor, simplesmente porque é preciso convencer as pessoas a migrar.

Difícil, mas não impossível: nos Estados Unidos, como vimos semana passada, o Facebook está crescendo bem mais rápido que o líder MySpace, podendo alcançá-lo em breve. E o domínio do MySpace lá já foi bem parecido com o do Orkut, aqui. Quem sabe se um azarão, seja o Facebook ou qualquer outro, não consegue se aproximar dele? Eu já fiz minha parte, convencendo vários amigos (e alguns leitores) a se cadastrarem no Facebook. Tenho 72 amigos lá, contra 300 e poucos, no Orkut. Nada mal…

O problema é que é um saco ter que preencher um novo perfil e convidar centenas de amigos a cada vez que surge uma nova aplicação social. A abordagem do Facebook já é um pouco melhor, pois permite a construção de aplicações em sua própria plataforma. Mas o ideal seria ter as informações sociais armazenadas em um território neutro, de onde pudessem ser consultadas por qualquer site que você autorizasse. E é exatamente isso que os participantes do grupo social-network-portability estão tentando criar.

A idéia é estender padrões já existentes, como o OpenId e o FOAF (Friend of a Friend), ou criar novos, como o SNAP (Social Network Aggregation Protocol) e a dupla OFF e RSF (Open Friend Format e Real Simple Friend) para gerenciar perfis e listas de amigos. Há preocupações legítimas quanto à privacidade de nossos dados, especialmente quando misturamos redes de amigos pessoais com contatos profissionais, mas todos os obstáculos identificados são sempre seguidos por diversas sugestões de soluções. No final das contas, o difícil mesmo parece ser fazer alguma grande rede aderir à idéia.

Parece, mas talvez nem seja. Um dos melhores textos que já li sobre o assunto foi escrito por um tal de Brad Fitzpartrick, um dos responsáveis pela lista de discussão mencionada acima e, o mais importante, um recém-contratado do Google. O mesmo Google que financiou um estudo da Universidade de Carnegie Mellon sobre o futuro das redes sociais que resultou num tal de Socialstream, cuja demonstração pode ser conferida neste vídeo.

Todos juntos agora

O principal conceito por trás do Socialstream é a possibilidade de reunir, num só lugar, tudo aquilo que você faz em diversas aplicações sociais. Isso, por si só, nem é novidade. O Tumblr já faz um pouco disso, mas o MugShot vai ainda mais longe. E ainda por cima é open-source, resultado de uma iniciativa da RedHat. Se você usa um monte de redes e ferramentas sociais, pode juntar tudo lá. Experimente!

O interessante do Socialstream é ter sido bancado pelo Google. A verdade é que as três empresas com maior poder de fogo na internet atual – Google, Microsoft e Yahoo – estão morrendo de inveja do sucesso das redes sociais. Como o MySpace já foi comprado pela Fox por US$ 580 milhões e o Facebook continua resistindo a ofertas na casa dos US$ 5 bilhões, o jeito é tentar criar sua própria rede. E se ela conseguir se comunicar com as outras, líderes de mercado, melhor ainda – tudo para facilitar a migração dos usuários.

No caso do Google, o ponto de partida para isso pode ser o Socialstream, mas também o nosso velho conhecido Orkut. A recente mudança no visual foi só o começo. Daqui para frente, espera-se que o Orkut comece a se abrir para integração com serviços externos, como é o Facebook ou até mais. Não para facilitar a vida dos concorrentes brasileiros, mas para torná-lo capaz de brigar por uma fatia significativa do mercado americano. Os usuários agradecem!

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

Nova onda de lançamentos da Canon

August 24, 2007 on 6:00 pm | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | 1 Comment

A idéia esta semana era escrever um pouco mais sobre fotografias aéreas, continuando o tema iniciado com as pipas fotográficas da coluna anterior, sobre Kite Aerial Photography (KAP). Só que a Canon abriu a semana com uma lista tão extensa de lançamentos – oito câmeras e três lentes – que rapidamente mudamos nossos planos. Para completar, a Nikon foi atrás e anunciou duas novas reflex e cinco lentes e a Olympus, nada menos que oito câmeras compactas – o que renderá assunto para mais umas duas colunas. Por enquanto, restringir-no-emos às novidades da Canon.

Para começar, as reflex: vêm aí dois novos modelos para profissionais (ou quase): a EOS-40D, sucessora da 30D, e a 1Ds Mark III, evolução da 1Ds. Esta última se destaca pela resolução de impressionantes 21 megapixels de seu sensor “full-frame” – qualidade até então encontrada apenas em câmeras de médio formato que, em compensação, não têm a portabilidade nem a velocidade da 1Ds, capaz de capturar cinco quadros por segundo.

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Facebook, uma rede social muito diferente

August 24, 2007 on 4:09 pm | In colunas, comunidade, forumpcs, web20 | 1 Comment

Se você é brasileiro e acessa a internet, certamente conhece o Orkut e provavelmente já se cadastrou ou decidiu não se cadastrar nele, apesar da pressão de um monte de amigos. Com mais de 10 milhões de usuários no mundo e a maioria deles no Brasil, o site de relacionamento do Google é o maior exemplo que temos por aqui de uma rede social. Mas está longe de ser o melhor e, no ranking mundial da ComScore WorldMetrix, ocupa um discreto terceiro lugar.

À frente do Orkut, que só fez sucesso mesmo no Brasil e na Índia, está o líder isolado MySpace, com seus 30 milhões de usuários, seguido pelo Facebook, com a metade disso. Quando olhamos a evolução desses números ao longo de um ano, entretanto, o destaque vai para o segundo colocado. Com um crescimento de 300% em 12 meses, o Facebook dá todos os sinais de que vai brigar pela liderança. E, em minha humilde opinião, vai conquistá-la se os concorrentes não mudarem radicalmente.


O crescimento das seis maiores redes sociais entre junho de 2006 e junho de 2007, segundo o ComScore World Metrix

Ao analisar com atenção as grandes redes sociais da atualidade, podemos notar algumas grandes diferenças entre elas. Nos números, há uma clara segmentação geográfica, com MySpace e Facebook reinando nos Estados Unidos, Orkut na América Latina e Ásia (por causa da Índia), o pioneiro Friendster, na Ásia e o ascendente Bebo, na Europa, bem atrás dos líderes:

Mas as diferenças que nos interessam aqui não são esta, e sim as que separam o Facebook principalmente de seu conterrâneo MySpace, mas também de quase todas as outras redes. A primeira delas é histórica: o Facebook começou como um conjunto de redes restritas aos estudantes das universidades americanas (lembram quando era preciso ser convidado para o Orkut?). Depois se abriu para as escolas, repletas de adolescentes que sonhavam em ter acesso ao até então exclusivo mundo dos colegas mais velhos e, por fim, liberou geral.

A migração de gente do MySpace para o FaceBook que se seguiu virou prova da infidelidade do usuário de redes sociais, mas também evidenciou uma diferença de perfis entre eles. O Facebook, com suas raízes universitárias, é um território mais elitista. O MySpace, que hospeda as páginas de tantas novas bandas, é um lugar mais popular – no bom e no mau sentido. Nas escolas, os CDFs estão no Facebook e os bagunceiros, no MySpace. No exército, os oficiais estão num e os soldados, no outro.

Só que esta também não é a diferença mais importante. O detalhe a que se refere o título desta coluna é o fato de o Facebook ser uma plataforma para aplicações sociais, e não apenas um site de relacionamento. Se você já esta cadastrado lá, deve ter entendido o que eu quis dizer. Se não está, mas se interessa o suficiente pelo assunto para ter lido até aqui, trate de ir lá e se cadastrar. Você não vai se arrepender. Aproveite e se inscreva no grupo que acabei de criar para o Fórum PCs.

A característica mais legal do Facebook é permitir que qualquer um com um mínimo de noção de desenvolvimento web crie componentes que rodam dentro do próprio site – e não apenas para incrementar seu perfil, coisa que o MySpace também faz. São desde simples listagens de notícias, como as que a Globo.com já criou para o G1, por exemplo (disclaimer: eu trabalho na Globo.com, embora não tenha participado desse projeto), até verdadeiras aplicações sociais, como o joguinho em que você desafia seus amigos para ver quem é melhor em Geografia:

A graça disso é que fica muito mais fácil criar experiências sociais, já que não é preciso lidar com a construção e manutenção de páginas de perfis, listas de amigos etc. O resultado? O surgimento de centenas e centenas dessas Facebook Applications, parte de um ecossistema que a Business 2.0 chamou ontem de Facebook Economy e que já rendeu centenas de milhares de dólares em publicidade e milhões em investimentos de risco.

Em tempo: este não era bem o assunto que eu pretendia abordar esta semana, mas achei melhor fazer esta introdução antes. Semana que vem falaremos de algo ainda mais promissor: a portabilidade das redes sociais.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

A arte de empinar câmeras

August 17, 2007 on 6:02 pm | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | No Comments

Na coluna anterior, escrevi sobre as primeiras soluções de fotografia em 360 graus com que tive contato e mostrei uma novidade e algumas promessas nesta área. Mas esqueci de comentar o trabalho mais impressionante que já vi, anos atrás: as fotos aéreas em 360 graus. Em sua maioria, essas obras de arte e engenhosidades são registradas com uma técnica apelidada de KAP, sigla de Kite Aerial Photography.Basta prestar atenção no título da coluna ou traduzir o trecho acima para entender metade do processo: kite, em inglês, significa pipa. Ou papagaio, dependendo de onde você mora – não a ave tropical, mas aqueles que a molecada gosta de “empinar” em seus momentos de lazer. E os praticantes da KAP fazem isso mesmo que você está imaginando: penduram suas câmeras numa pipa e as fazem voar. foto que ilustra a coluna, por exemplo, foi tirada pelo brasileiro Ricardo Ferreira, no Ceará.

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Seu celular tem dado em casa?

August 15, 2007 on 1:34 pm | In celular, colunas, consumidor, forumpcs, teste | 2 Comments

Há alguns meses, ao adquirir meu Nokia E61, eu já sabia que precisaria contratar algum pacote de dados. Em minhas duas experiências anteriores com smartphones, aprendi que se começamos a usar o aparelho para acessar a internet, trocar mensagens instantâneas e outras coisas que exigem conexão – além de simplesmente falar – a conta pode trazer surpresas desagradáveis.

Assim, ainda na loja da TIM, tratei de solicitar um pacote de dados junto com o plano de voz que havia escolhido. A vendedora mal-treinada, depois de consultar sua colega e ligar para uma outra, afirmou que eu teria que levar dois chips (os SIM cards) diferentes – um para voz e outro para dados – e trocá-los quando quisesse fazer uma ou outra coisa. Respondi que isso era inadmissível.

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Redes sociais pelo mundo

August 10, 2007 on 3:27 pm | In comunidade, mercado, web20 | No Comments

Montei o gráfico abaixo a partir das informações da comScore que o John Bell divulgou em seu blog, na semana passada. Assim fica mais fácil visualizar a diferença de perfil geográfico de cada uma das grandes redes sociais:

Redes Sociais no Mundo

Datacenters “verdes” buscam eficiência energética

August 9, 2007 on 11:32 am | In colunas, energia, forumpcs | No Comments

Já escrevi aqui sobre a grande preocupação do Google com o consumo elétrico de seus datacenters e sobre os carros elétricos da empresa. Só que, em tempos de consciência tecnoecológica, quando até o consumo dos avatares do Second Life (quase igual ao do brasileiro médio) vira objeto de preocupação, é natural que outras gigantes de tecnologia se juntem à causa da economia de energia em seus datacenters

Um bom exemplo é a IBM, que anunciou, há três meses, o “Projeto Big Green” – uma referência ao apelido Big Blue. Com investimento anual de US$ 1 bilhão, a iniciativa tem como objetivo a otimização energértica dos datacenters da empresa e de seus clientes. Na própria IBM, que tem quase 750 mil metros quadrados de datacentes em seis continentes, a meta é dobrar a capacidade de processamento em três anos, sem aumentar o consumo elétrico.

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Tutorial: Cameroid – diversão com webcams

August 7, 2007 on 12:01 pm | In software, tutorial, video, wnews | No Comments

Os usuários de computadors da Apple há muito têm à disposição o divertido PhotoBooth, um programinha que acompanha o OS X e permite modificar, em tempo real, as imagens capturadas por uma Webcam. Agora, quem usa Windows vai poder entrar na brincadeira também, e sem precisar instalar nada. Tudo graças ao Cameroid, um serviço descoberto pelo blog Futuro.vc.

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Samsung R-130: Adeus ao videocassete

August 7, 2007 on 11:41 am | In dvd, review, teste, video, wnews | No Comments

Você compraria um aparelho de videocassete hoje em dia? A não ser que seja uma pessoa muito conservadora (para não dizer “ultrapassada”), ou tenha uma vasta coleção de filmes em fitas VHS, não há mais razão para isso. Aliás, não é nada fácil comprar um videocassete atualmente: quando este texto foi escrito, não havia um único modelo listado em uma das maiores lojas virtuais brasileiras.O único problema da substituição dos videocassetes por tocadores de DVD é que, na maioria dos casos, perde-se a capacidade de gravar seus programas favoritos da TV. A não ser, é claro, que se invista em um gravador de DVDs. Estes aparelhos, que até recentemente custavam caro e só eram comprados por aficionados, agora são quase tão acessíveis quanto os DVDs. Na verdade, são até mais baratos que um tocador de DVD de dois anos atrás.

Uma pesquisa na mesma loja virtual mencionada no primeiro parágrafo revela mais de 20 modelos de DVD-Rs, ou DVD Recorders, com preços a partir de R$ 330. Entre eles está o R-130, da Samsung, objeto desta avaliação. Seu preço atual varia entre R$ 350 e R$ 500, mas o exemplar que testamos custou bem menos que isso: veio de brinde na compra de uma TV de LCD. Viu só como gravador de DVD está virando coisa comum?

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