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	<title>juliopreuss.com Blog &#187; comunidade</title>
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	<description>Um agregador do que escrevo por aí...</description>
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		<title>Orkut 2.0 será uma rede social portátil?</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Sep 2007 01:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada escrevi sobre as redes sociais que existem além do Orkut, com ênfase para o ascendente Facebook. Sem querer desmerecer as contribuições daqueles que participaram, foi uma de minhas colunas de menor repercussão até hoje, com meia dúzia de comentários. Talvez por não ser o assunto favorito dos frequentadores do Fórum, talvez por eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada escrevi sobre as <a target="_blank" href="http://forumpcs.com.br/coluna.php?b=218068">redes sociais que existem além do Orkut</a>, com ênfase para o ascendente Facebook. Sem querer desmerecer as contribuições daqueles que participaram, foi uma de minhas colunas de menor repercussão até hoje, com meia dúzia de comentários. Talvez por não ser o assunto favorito dos frequentadores do Fórum, talvez por eu não ter conseguido me fazer entender.</p>
<p>O interessante é que metade desses comentários tocaram num mesmo ponto: o Orkut seria melhor que as outras redes sociais porque &#8220;lá encontramos nossos amigos&#8221;. Claro. E uma coisa leva a outra: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? É difícil competir com o Orkut, mesmo tendo um produto melhor, simplesmente porque é preciso convencer as pessoas a migrar.</p>
<p>Difícil, mas não impossível: nos Estados Unidos, como vimos semana passada, o Facebook está crescendo bem mais rápido que o líder MySpace, podendo alcançá-lo em breve. E o domínio do MySpace lá já foi bem parecido com o do Orkut, aqui. Quem sabe se um azarão, seja o Facebook ou qualquer outro, não consegue se aproximar dele? Eu já fiz minha parte, convencendo vários amigos (e alguns leitores) a se cadastrarem no Facebook. Tenho 72 amigos lá, contra 300 e poucos, no Orkut. Nada mal&#8230;</p>
<p>O problema é que é um saco ter que preencher um novo perfil e convidar centenas de amigos a cada vez que surge uma nova aplicação social. A abordagem do Facebook já é um pouco melhor, pois permite a construção de aplicações em sua própria plataforma. Mas o ideal seria ter as informações sociais armazenadas em um território neutro, de onde pudessem ser consultadas por qualquer site que você autorizasse. E é exatamente isso que os participantes do grupo <a target="_blank" href="http://groups.google.com/group/social-network-portability">social-network-portability</a>  estão tentando criar.</p>
<p>A idéia é estender padrões já existentes, como o OpenId e o FOAF (Friend of a Friend), ou criar novos, como o SNAP (Social Network Aggregation Protocol) e a dupla OFF e RSF (Open Friend Format e Real Simple Friend) para gerenciar perfis e listas de amigos. Há preocupações legítimas quanto à privacidade de nossos dados, especialmente quando misturamos redes de amigos pessoais com contatos profissionais, mas todos os obstáculos identificados são sempre seguidos por diversas sugestões de soluções. No final das contas, o difícil mesmo parece ser fazer alguma grande rede aderir à idéia.</p>
<p>Parece, mas talvez nem seja. Um dos <a target="_blank" href="http://bradfitz.com/social-graph-problem/">melhores textos que já li sobre o assunto</a> foi escrito por um tal de Brad Fitzpartrick, um dos responsáveis pela lista de discussão mencionada acima e, o mais importante, um recém-contratado do Google. O mesmo Google que financiou um <a target="_blank" href="http://www.hcii.cs.cmu.edu/M-HCI/2006/SocialstreamProject/index.php">estudo da Universidade de Carnegie Mellon</a> sobre o futuro das redes sociais que resultou num tal de Socialstream, cuja demonstração pode ser conferida <a target="_blank" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-6610704975433050156">neste vídeo</a>.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Todos juntos agora</span></p>
<p>O principal conceito por trás do Socialstream é a possibilidade de reunir, num só lugar, tudo aquilo que você faz em diversas aplicações sociais. Isso, por si só, nem é novidade. O <a target="_blank" href="http://www.tumblr.com/">Tumblr</a> já faz um pouco disso, mas o <a target="_blank" href="http://mugshot.org/">MugShot</a> vai ainda mais longe. E ainda por cima é open-source, resultado de uma iniciativa da RedHat. Se você usa um monte de redes e ferramentas sociais, pode juntar tudo lá. Experimente!</p>
<p><img border="0" onclick="javascript:window.open('http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/mugshot.jpg')" src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/mugshot.jpg" /></p>
<p>O interessante do Socialstream é ter sido bancado pelo Google. A verdade é que as três empresas com maior poder de fogo na internet atual &#8211; Google, Microsoft e Yahoo &#8211; estão morrendo de inveja do sucesso das redes sociais. Como o MySpace já foi comprado pela Fox por US$ 580 milhões e o Facebook continua resistindo a ofertas na casa dos US$ 5 bilhões, o jeito é tentar criar sua própria rede. E se ela conseguir se comunicar com as outras, líderes de mercado, melhor ainda &#8211; tudo para facilitar a migração dos usuários.</p>
<p>No caso do Google, o ponto de partida para isso pode ser o Socialstream, mas também o nosso velho conhecido Orkut. A recente mudança no visual foi só o começo. Daqui para frente, espera-se que o Orkut comece a se abrir para integração com serviços externos, como é o Facebook ou até mais. Não para facilitar a vida dos concorrentes brasileiros, mas para torná-lo capaz de brigar por uma fatia significativa do mercado americano. Os usuários agradecem!</p>
<p>Coluna originalmente publicada no <a href="http://forumpcs.com.br/coluna.php?b=218782">Fórum PCs</a> sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.pt">Creative Commons Atribuição &#8211; Uso Não Comercial &#8211; Não a obras derivadas 2.0</a></p>
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		<title>Facebook, uma rede social muito diferente</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 19:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você é brasileiro e acessa a internet, certamente conhece o Orkut e provavelmente já se cadastrou ou decidiu não se cadastrar nele, apesar da pressão de um monte de amigos. Com mais de 10 milhões de usuários no mundo e a maioria deles no Brasil, o site de relacionamento do Google é o maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é brasileiro e acessa a internet, certamente conhece o Orkut e provavelmente já se cadastrou ou decidiu não se cadastrar nele, apesar da pressão de um monte de amigos. Com mais de 10 milhões de usuários no mundo e a maioria deles no Brasil, o site de relacionamento do Google é o maior exemplo que temos por aqui de uma rede social. Mas está longe de ser o melhor e, no ranking mundial da ComScore WorldMetrix, ocupa um discreto terceiro lugar.</p>
<p>À frente do Orkut, que só fez sucesso mesmo no Brasil e na Índia, está o líder isolado MySpace, com seus 30 milhões de usuários, seguido pelo Facebook, com a metade disso. Quando olhamos a evolução desses números ao longo de um ano, entretanto, o destaque vai para o segundo colocado. Com um crescimento de 300% em 12 meses, o Facebook dá todos os sinais de que vai brigar pela liderança. E, em minha humilde opinião, vai conquistá-la se os concorrentes não mudarem radicalmente.</p>
<p><img border="0" onclick="javascript:window.open('http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/crescimento_redes_sociais.jpg')" src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/crescimento_redes_sociais.jpg" /><br />
<span style="font-size: 9px; line-height: normal">O crescimento das seis maiores redes sociais entre junho de 2006 e junho de 2007, segundo o ComScore World Metrix</span></p>
<p>Ao analisar com atenção as grandes redes sociais da atualidade, podemos notar algumas grandes diferenças entre elas. Nos números, há uma clara segmentação geográfica, com MySpace e Facebook reinando nos Estados Unidos, Orkut na América Latina e Ásia (por causa da Índia), o pioneiro Friendster, na Ásia e o ascendente Bebo, na Europa, bem atrás dos líderes:</p>
<p><img border="0" onclick="javascript:window.open('http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/distribuicao_redes_sociais.jpg')" src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/distribuicao_redes_sociais.jpg" /></p>
<p>Mas as diferenças que nos interessam aqui não são esta, e sim as que separam o Facebook principalmente de seu conterrâneo MySpace, mas também de quase todas as outras redes. A primeira delas é histórica: o Facebook começou como um conjunto de redes restritas aos estudantes das universidades americanas (lembram quando era preciso ser convidado para o Orkut?). Depois se abriu para as escolas, repletas de adolescentes que sonhavam em ter acesso ao até então exclusivo mundo dos colegas mais velhos e, por fim, liberou geral.</p>
<p>A migração de gente do MySpace para o FaceBook que se seguiu virou prova da <a target="_blank" href="http://juliopreuss.com/2007/07/04/usuario-de-rede-social-e-fiel/">infidelidade do usuário de redes sociais</a>, mas também evidenciou uma <a target="_blank" href="http://www.danah.org/papers/essays/ClassDivisions.html">diferença de perfis entre eles</a>. O Facebook, com suas raízes universitárias, é um território mais elitista. O MySpace, que hospeda as páginas de tantas novas bandas, é um lugar mais popular &#8211; no bom e no mau sentido. Nas escolas, os CDFs estão no Facebook e os bagunceiros, no MySpace. No exército, os oficiais estão num e os soldados, no outro.</p>
<p>Só que esta também não é a diferença mais importante. O detalhe a que se refere o título desta coluna é o fato de o Facebook ser uma plataforma para aplicações sociais, e não apenas um site de relacionamento. Se você já esta cadastrado lá, deve ter entendido o que eu quis dizer. Se não está, mas se interessa o suficiente pelo assunto para ter lido até aqui, trate de ir lá e se cadastrar. Você não vai se arrepender. Aproveite e se inscreva no <a target="_blank" href="http://www.facebook.com/group.php?gid=6518411162">grupo que acabei de criar</a> para o Fórum PCs.</p>
<p>A característica mais legal do Facebook é permitir que qualquer um com um mínimo de noção de desenvolvimento web crie componentes que rodam dentro do próprio site &#8211; e não apenas para incrementar seu perfil, coisa que o MySpace também faz. São desde simples listagens de notícias, como as que a Globo.com já <a target="_blank" href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=7325502558&#038;ref=mf">criou para o G1</a>, por exemplo (disclaimer: eu trabalho na Globo.com, embora não tenha participado desse projeto), até verdadeiras aplicações sociais, como o <a target="_blank" href="http://apps.facebook.com/travelpod-challenge/">joguinho em que você desafia seus amigos para ver quem é melhor em Geografia</a>:</p>
<p><img border="0" onclick="javascript:window.open('http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/facebook.jpg')" src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/18689/facebook.jpg" /></p>
<p>A graça disso é que fica muito mais fácil criar experiências sociais, já que não é preciso lidar com a construção e manutenção de páginas de perfis, listas de amigos etc. O resultado? O surgimento de centenas e centenas dessas Facebook Applications, parte de um ecossistema que a Business 2.0 <a target="_blank" href="http://money.cnn.com/2007/08/22/technology/facebook_economy.biz2/index.htm?postversion=2007082307">chamou ontem</a> de Facebook Economy e que já rendeu centenas de milhares de dólares em publicidade e milhões em investimentos de risco.</p>
<p><span style="font-style: italic">Em tempo: este não era bem o assunto que eu pretendia abordar esta semana, mas achei melhor fazer esta introdução antes. Semana que vem falaremos de algo ainda mais promissor: a portabilidade das redes sociais.</span></p>
<p>Coluna originalmente publicada no <a href="http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=218068">Fórum PCs</a> sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.pt">Creative Commons Atribuição &#8211; Uso Não Comercial &#8211; Não a obras derivadas 2.0</a></p>
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		<title>Redes sociais pelo mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 18:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Montei o gráfico abaixo a partir das informações da comScore que o John Bell divulgou em seu blog, na semana passada. Assim fica mais fácil visualizar a diferença de perfil geográfico de cada uma das grandes redes sociais:

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Montei o gráfico abaixo a partir das informações da comScore que o <a href="http://johnbell.typepad.com/weblog/2007/08/global-social-n.html">John Bell divulgou em seu blog</a>, na semana passada. Assim fica mais fácil visualizar a diferença de perfil geográfico de cada uma das grandes redes sociais:</p>
<p><img alt="Redes Sociais no Mundo" id="image313" src="http://juliopreuss.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/redes_sociais_no_mundo.jpg" /></p>
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		<title>Sete virtudes do software livre</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 13:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito se ouve falar de software livre, open source e coisas do gênero, mas será que vale a pena apostar em soluções  de código aberto? Confira, no WNews, os principais argumentos de que acha que sim. E se você discorda, explique por quê. Nossa próxima incursão no tema pode ser uma lista dos sete pecados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se ouve falar de software livre, open source e coisas do gênero, mas será que vale a pena apostar em soluções  de código aberto? Confira, no <a href="http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&#038;id_conteudo=436&#038;id_coluna=5">WNews</a>, os principais argumentos de que acha que sim. E se você discorda, explique por quê. Nossa próxima incursão no tema pode ser uma lista dos sete pecados capitais desse modelo.</p>
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		<title>Rede social verde</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 14:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Make Me Sustainable, uma rede social com foco em economia de energia. Pena que não funciona direito para quem mora fora dos Estados Unidos, pois não dá para construir seu perfil de consumo :-(
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://makemesustainable.com/">Make Me Sustainable</a>, uma rede social com foco em economia de energia. Pena que não funciona direito para quem mora fora dos Estados Unidos, pois não dá para construir seu perfil de consumo :-(</p>
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		<title>Que Second Life, que nada. O mundo virtual é cor de rosa</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 14:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como se não bastasse as grandes empresas que haviam aderido ao hype do SL estarem abandonando suas ilhas, a Scientific America revelou que o mundo virtual que mais cresce atualmente é o feminino Barbie Girls, com 3 milhões de habitantes em três meses de operação (o Second Life demorou três anos para chegar ao primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se não bastasse as grandes empresas que haviam aderido ao hype do SL <a href="http://www.latimes.com/business/la-fi-secondlife14jul14,1,3135510.story?coll=la-headlines-business&#038;ctrack=1&#038;cset=true">estarem abandonando suas ilhas</a>, a <a href="http://blog.sciam.com/index.php?title=guess_who_just_launched_the_fastest_grow&#038;more=1&#038;c=1&#038;tb=1&#038;pb=1">Scientific America revelou</a> que o mundo virtual que mais cresce atualmente é o feminino <a href="http://www.barbiegirls.com/home.html">Barbie Girls</a>, com 3 milhões de habitantes em três meses de operação (o Second Life demorou três anos para chegar ao primeiro milhão).</p>
<p><a href="http://www.techcrunch.com/2007/07/15/could-barbie-girls-become-the-largest-virtual-world/">Segundo as contas do TechCrunch</a>, se mantiver a taxa de 50 mil novas usuárias por dia, o mundo cor de rosa da Mattel vai superar o Second Life e o World of Warcraft até o fim do ano. Bem que eu sempre disse que um mundo virtual &#8220;de massa&#8221; ainda estaria mais para <a href="http://vmk.disney.go.com/vmk/en_US/index?name=VMKHomePage">Virtual Magic Kingdom</a> do que para SL e outras extravagâncias 3D.<br />
Via <a href="http://futuro.vc/2007/07/16/barbie-desbanca-second-life">Futuro.vc</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Usuário de rede social é fiel?</title>
		<link>http://juliopreuss.com/blog/2007/07/04/usuario-de-rede-social-e-fiel/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 14:21:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa da Parks Associates citada pelo jornal inglês The Times dá conta de que os usuários de redes sociais são cronicamente infiéis (às redes, não aos parceiros). A conclusão, que desafia o senso comum de que é muito difícil roubar usuários de uma rede já estabelecida, parece ter sido baseada exclusivamente na perda de público [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa da Parks Associates <a href="http://business.timesonline.co.uk/tol/business/industry_sectors/technology/article2017224.ece">citada pelo jornal inglês The Times</a> dá conta de que os usuários de redes sociais são cronicamente infiéis (às redes, não aos parceiros). A conclusão, que desafia o senso comum de que é muito difícil roubar usuários de uma rede já estabelecida, parece ter sido baseada exclusivamente na perda de público do MySpace para o Facebook, mas seria bom ler o estudo inteiro para ter certeza.<br />
A migração do MySpace para o Facebook, segundo o <a href="http://www.danah.org/papers/essays/ClassDivisions.html">interessantíssimo estudo sociológico de Danah Boyd</a>, pode ter a ver com uma certa esteriotipização do usuário de cada um desses serviços. Em resumo: jovens brancos com belas carreiras pela frente estão no Facebook. Pobre, latinos e estudantes problemáticos, no MySpace. Às vezes o contraste pode ser notado dentro de uma mesma escola e aparece até no exército, onde os soldados usam MySpace e os oficiais, Facebook. Ao perceberem isso, é natural que os membros do primeiro serviço, por questões aspiracionais, troquem para o segundo.</p>
<p>Em tempo: vale conferir o <a href="http://www.reflexoesdigitais.com.br/blog/2007/07/03/a-guerra-das-plataformas-sociais/">mapa da penetração de diversas redes sociais pelo mundo</a> descoberto pelo Cox, do Reflexões Digitais. Resume bem o papel de cada uma.</p>
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		<title>Avatar do SL consome tanta energia quanto brasileiro médio</title>
		<link>http://juliopreuss.com/blog/2007/06/11/avatar-do-sl-consome-tanta-energia-quanto-brasileiro-medio/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 18:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A notícia é do finzinho do ano passado, mas só agora chegou à minha atenção. Nicholas Carr, do Rough Type, calculou o consumo de energia dos servidores que rodam o mundo virtual do Second Life e dividiu o total pela média de residentes ativos. Obteve um gasto diário de 4,8 kWh &#8211; ou 1.752 kWh [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia é do finzinho do ano passado, mas só agora chegou à minha atenção. Nicholas Carr, do Rough Type, <a href="http://www.roughtype.com/archives/2006/12/avatars_consume.php">calculou o consumo de energia</a> dos servidores que rodam o mundo virtual do Second Life e dividiu o total pela média de residentes ativos. Obteve um gasto diário de 4,8 kWh &#8211; ou 1.752 kWh ao ano.</p>
<p>O consumo está abaixo da média global dos humanos de carne e osso, de 2.436 kWh, mas é quase igual ao do brasileiro médio, que gasta 1.884 kWh por ano. Isso equivale à emissão de 1,17 toneladas de dióxido de carbono por ano! Quem diria que seres virtuais poderiam afetar tanto a ecologia do mundo real?</p>
<p>Via <a href="http://www.gabeira.com.br/cidadesustentavel/noticias/mostra.news.asp?id=1048">Cidade Sustentável</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dez motivos para comentar mais em blogs</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2007 19:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
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		<description><![CDATA[A lista abaixo está aberta numa das tabs do meu Firefox há duas semanas, esperando que eu tivesse tempo de traduzir. O blogueiro profissional Chris Garrett incentivou seus leitores a comentarem mais em blogs em geral. Propôs que, durante uma semana, tentassem comentar mais e mais a cada dia e acompanhassem o resultado. Na semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A lista abaixo está aberta numa das tabs do meu Firefox há duas semanas, esperando que eu tivesse tempo de traduzir. O blogueiro profissional Chris Garrett incentivou seus leitores a comentarem mais em blogs em geral. Propôs que, durante uma semana, tentassem comentar mais e mais a cada dia e acompanhassem o resultado. Na semana seguinte, apresentou <a href="http://www.chrisg.com/10-reasons-commenting-is-good-for-bloggers/">dez razões pelas quais considera o ato de comentar bom para blogueiros</a>:</p>
<p><em><strong>1 &#8211; É a coisa certa a fazer</strong> &#8211; as pessoas reclamam de não ter comentários suficientes em seus próprios blogs, mas não dedicam tempo suficiente a comentar nos outros. Todos nós gostamos de atenção e um eventual tapinha nas costas por um trabalho bem feito. Trate os outros como você gostaria de ser tratado!</em></p>
<p><em><strong>2 &#8211; Fazer amigos e influenciar pessoas</strong> &#8211; blogar é, em parte, uma atividade de networking. As pessoas têm mais probabilidade de linkar para você (ou mais) se elas tiverem ouvido falar de você. Apareça, faça amigos.</em></p>
<p><em><strong>3 &#8211; Cliques </strong>- as pessoas clicam no seu link para ver sobre o que mais você escreve. Óbvio, mas verdadeiro.</em></p>
<p><em><strong>4 &#8211; Desenvolver um olhar blogueiro</strong> &#8211; encontre o ponto de interesse de uma história. Ao comentar, você está treinando seu cérebro a pensar em algo interessante.</em></p>
<p><em><strong>5 &#8211; Criar conteúdo comentável -</strong> observando os posts em que você comentou e aqueles em que não comentou (ou não conseguiu, por mais duro que tentasse!) você desenvolve uma percepção do que funciona para atrair comentários.</em></p>
<p><em><strong>6 &#8211; Comentários = idéias </strong>- você conseguiu comentar. O seu comentário poderia ser expandido para um post?</em></p>
<p><em><strong>7 &#8211; Você nunca sabe quem está lendo </strong>- me espanta quem lê meus comentários em blogs obscuros que eu achava que só eu e um punhado de pessoas liam. Meus comentários num blog renderam um trabalho de consultoria. Você nunca sabe a não ser que tente.</em></p>
<p><em><strong>8 &#8211; O que você dá, você recebe mais</strong> &#8211; eu acredito fortemente que o que você faz retorna pra você. Você receberá mais comentários. Experimente.</em></p>
<p><em><strong>9 &#8211; Manter-se em forma</strong> &#8211; exercite seus músculos de escritor, quanto mais praticar, mais você melhora. Comentários devem ser curtos, rápidos, diretos ao ponto e produzir um impacto. São testes excelentes para sua habilidade de redação.</em></p>
<p><em><strong>10 &#8211; Comentar em blogs novos para perspectivas novas</strong> &#8211; se você está sempre entre a mesma turma, inevitavelmente verá os mesmos pensamentos refletidos vez após vez. Liberte-se! Eu recomendo que as pessoas comentem em novos blogs a cada dia. Ao não comentar sempre nos mesmos blogs, ou especialmente estabelecer o objetivo de comentar em novos blogs do que na véspera, você será forçado a sair da suas zona de conforto de leitura de blogs e visitar novos blogs. Isso lhe expõe a novas idéias, formas diferente de ver as coisas e, quem sabe, uma saída da câmara de eco.</em></p>
<p>Garrett reuniu algumas justificativas interessantes aos conselhos óbvios que poderiam ser resumidos em &#8220;comente para ser comentado&#8221;, mas o melhor de tudo acho que foi a proposta da experiência de uma semana. Pelos próximos sete dias, vou me dedicar mais aos comentários e ver o que acontece. Se você quiser fazer o mesmo, pode começar aqui mesmo! :-)</p>
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		<title>Sete dicas de gestão de comunidades (tradução)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2007 11:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Preuss</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[midia]]></category>
		<category><![CDATA[pressdelete]]></category>
		<category><![CDATA[web20]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevi, na semana passada, sobre um belo apanhado de dicas de gestão de comunidade que Matthew Haughey havia postado no Fortuitous e prometi publicar uma tradução completa, já devidamente autorizada por Matt. Aqui vai, então, a tradução por Miriam Medeiros, que já nos havia brindado com a versão em português de O que é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juliopreuss.com/blog/2007/05/16/como-evitar-que-idiotas-tomem-o-controle-de-sua-comunidade/">Escrevi</a>, na semana passada, sobre um belo apanhado de dicas de gestão de comunidade que Matthew Haughey <a href="http://fortuito.us/2007/05/some_community_tips_for_2007">havia postado no Fortuitous</a> e prometi publicar uma tradução completa, já devidamente autorizada por Matt. Aqui vai, então, a tradução por Miriam Medeiros, que já nos havia brindado com a <a href="http://juliopreuss.com/blog/2006/12/13/o-que-e-a-web-20/">versão em português de O que é a Web 2.0</a>. Se alguém precisar de serviços de tradução, <a href="mailto:medeiros.miriam@gmail.com">escreva para ela</a>.</p>
<p><strong>ALGUMAS DICAS DE COMUNIDADE PARA 2007</strong><br />
Sete dicas de como administrar uma comunidade bem sucedida<br />
por Matthew Haughey</p>
<p>Fique de olho em com quem você fala, no que foi dito e na sua próxima ação</p>
<p>A mais ou menos cada ano eu escrevo um longo post, ou faço uma apresentação em uma conferência a respeito de comunidade. Cada vez que abordo o assunto, pego o que já escrevi a respeito e acrescento coisas que aprendi recentemente ou que já havia aprendido havia tempos mas que só recentemente me dei conta. Preparando-me para uma próxima apresentação, decidi escrever o que aprendi ou percebi nos últimos 12 meses. Suspeito que eu vá retomar esse assunto muitas vezes nesse blog, mas queria deflagrar essa primeira abordagem ao tema de comunidade com uma lista de coisas sobre as quais venho pensando ultimamente mas sobre as quais pouco escrevi até o momento. Se você quiser uma lista de dicas introdutórias, uma das minhas primeiras tentativas foi <a href="http://www.digital-web.com/articles/building_an_online_community/">esta de 2001</a>. Considere esta mais como uma lista de dicas avançadas.</p>
<p>Antes de começarmos, deixe-me divagar um pouco. Eu detesto a expressão “conteúdo gerado pelo usuário” (User Generated Content). Nunca a emprego quando falo sobre o assunto e nunca vou empregar esta expressão mesmo quando estiver escrevendo sobre ela. Considero-a uma expressão pejorativa que revela muito sobre a pessoa que a utiliza. Faz com que membros do seu site sintam-se como dóceis robôs que geram conteúdo que você transforma em dinheiro. O termo adequado (respeitoso) é comunidade e administrar uma comunidade é um verdadeiro desafio. Se estiver construindo uma comunidade, você deve gostar dela e ser seu melhor participante. Criar um espaço que outros vão compartilhar e que você tem que alimentar, e ainda recompensar seus melhores contribuidores, exige muito esforço e paciência. É um trabalho basicamente humano com poucos ou nenhum atalho técnico. Ok, voltemos às dicas.</p>
<p><span id="more-219"></span></p>
<p><strong> 1. Remova a emoção das decisões</strong></p>
<p>É desnecessário dizer que, se você quiser administrar uma comunidade bem sucedida, você tem que ser muito paciente com as pessoas e lhes conceder uma segunda chance e o benefício da dúvida. Também é vital para a saúde da comunidade que você não tome decisões precipitadas ou mesmo decisões meramente racionais que possam dar a impressão de que você está agindo sem pensar. Isso pode se tornar um desafio, no caso de comunidades administradas por uma única pessoa. Não importa quão paciente você for, é inevitável que, algum dia, você encontre um troll tentando se divertir à custa do seu site  ou alguém que copie seu RSS ou layout ou que faça falsas alegações no seu site, e seu primeiro impulso será o de atacar o usuário causador dos problemas, cancelar a conta dele e apagar o que ele tiver escrito.</p>
<p>Durante os três ou quatro primeiros anos do MetaFilter, de vez em quando eu sucumbi à emoção, geralmente tarde da noite depois de um longo dia, ou bem no início da manhã, antes que eu estivesse totalmente acordado. Acontecia de eu ler (ou não ler direito, como é freqüentemente o caso de textos simples que não transmitem o modo com que se queria dizer alguma coisa) e interpretar como questão pessoal ou interpretar mal e revidar. O resultado costumeiro era que eu parecia um idiota, um bando de usuários discordavam de mim e, um pouco depois, eu percebia que tinha errado e me desculpava.</p>
<p>Depois que admiti outros moderadores, tudo ficou infinitamente mais fácil. Sempre que alguma coisa me irritava no site eu tinha alguém a quem encaminhar. Outros moderadores geralmente não sentiam o que tinha me atingido e podiam fazer um julgamento imparcial a respeito de se alguma coisa deveria, ou não, ser feita. Se você não tem outros moderadores, uma boa idéia é esperar um pouco antes de tomar decisões, sempre que você estiver se sentindo reativo. Depois de alguns anos cometendo erros, eu esperava até a manhã seguinte sempre que via, tarde da noite, alguma coisa de que eu não gostava. Caso acontecesse logo no início da manhã, eu propositalmente adiava a decisão até a hora do almoço. Em quase todos os casos, quando eu ia rever a questão, outros participantes já haviam lidado com ela ou eu percebia que havia tido, de início, uma reação errada.</p>
<p><strong> 2. Fale como um ser humano, não como um robô</strong></p>
<p>Se você decide afastar as suas emoções pessoais no caso de importantes decisões de moderação, é claro que você corre o risco de ir longe demais. Ninguém quer participar de uma comunidade administrada por um robô insensível.</p>
<p>“Seja humano” é um conselho popular sobre o qual tenho lido e que tenho ouvido em conferências este ano e voltarei ao assunto mais adiante. É entretanto importante que os participantes da sua comunidade saibam que seus líderes também são humanos.  Esse conselho pode ser expresso de diversos modos:</p>
<p>Quando tomar decisões de moderação não cite Termos de Uso ou códigos legais ipsis litteris. Seja honesto e empregue exatamente os mesmos termos que você usaria se estivesse falando pessoalmente com alguém à sua frente. Escrever: “Ei cara, apreciamos seu entusiasmo, mas o que você está fazendo não é uma boa porque &#8230;” é bem melhor do que escrever: “Segundo os termos de adesão de usuário, você deve parar de importunar outros participantes, de acordo com a Seção 10.9.a&#8230;”.</p>
<p>Identifique os erros no seu site e torne-os mais amigáveis para os usuários, no lugar da linguagem padrão – mensagens críticas criptografadas. Coloque seu e-mail (ou o de um desenvolvedor, se não foi você quem programou) nas mensagens de erro, de modo que as pessoas possam avisá-lo quando encontrarem um bug e ajudá-lo a corrigir (claro que você também poderia enviar um relatório automático para os desenvolvedores via servidor, sempre que se encontrassem erros, mas os visitantes também devem ter a opção de contato direto).</p>
<p>Seja o melhor participante do seu site. Conduza através do exemplo, participando o mais que puder da sua própria comunidade. É uma ótima maneira de atrair outros participantes bem intencionados do seu site, e também relembra às pessoas que um ser real está por trás de tudo, construindo a melhor comunidade possível para todos. Seja honesto com os outros participantes e lhes dê apoio. Quando penso em todas as comunidades a que pertenço, as de que mais gosto são aquelas em que eu vejo os criadores participando diariamente.</p>
<p><strong>3. Dê às pessoas algo de que se possam orgulhar</strong></p>
<p>Se eu tivesse que dar uma explicação de porque os blogs de jornais são cheios de lengalengas esquisitas postadas anonimamente, eu diria que a chave está em ter um espaço para comentário genérico. Quase todas as comunidades para as quais eu contribuo oferecem uma página abrangente para o perfil/histórico do usuário, deixando os participantes personalizarem o conteúdo à sua maneira de forma que seu perfil reflita sua personalidade. Quando penso nos sites tradicionais de notícias, TV e jornal requisitando comentários dos leitores, ainda não encontrei nada parecido nem mesmo a um site de comunidade básico. O New York Times pede que eu me cadastre para poder ler a maioria das histórias, mas o seu sistema de blog me apresenta um <a href="http://dinersjournal.blogs.nytimes.com/2007/05/11/when-looks-deceive/#footer">espaço para comentário genérico em branco</a> quando eu quero comentar em um post.</p>
<p>Eu gostaria de ver um grande jornal como o NYT implementar um verdadeiro sistema de comunidade. A partir do meu login atual do NYT, adoraria ter, no site, uma página com meu perfil, ligada a qualquer comentário que eu deixasse em um blog ou <a href="http://query.nytimes.com/search/query?frow=0&#038;n=10&#038;srcht=s&#038;query=%22by+Matthew+Haughey%22&#038;srchst=nyt&#038;submit.x=0&#038;submit.y=0&#038;submit=sub&#038;hdlquery=&#038;bylquery=&#038;daterange=full&#038;mon1=01&#038;day1=01&#038;year1=1981&#038;mon2=02&#038;day2=15&#038;year2=2006">artigo que eu escrevi para o jornal</a> (Tenho certeza que estou em minoria em relação a essa idéia mas há colaboradores do NYT que também participariam ativamente no site). Deixe-me listar o endereço do meu blog e acompanhe qualquer post que eu faça sobre artigos do NYT na minha página/perfil (o NYT já tem, no seu site, um recurso de “mais blogados”) Fique à vontade para me apontar anúncios que realmente fariam sentido (por exemplo: eu não moro em NYC, mas eu vejo anúncios de NYC no site – você pode querer me mandar ofertas de entrega ou anúncios genéricos dirigidos aos não moradores da cidade) com base no meu perfil.</p>
<p>Se, em um site de jornal, você desse aos leitores uma verdadeira página de perfil em um sistema de comunidade real, desconfio que a qualidade das contribuições melhoraria muito. Claro que você ainda teria trolls e pichadores tentando deturpar o sistema, mas o restante dos leitores iria postar material de melhor qualidade e com maior freqüência. Ei, você poderia até deixar os leitores conectarem-se com amigos que também lêem o site e oferecer ferramentas úteis aos participantes (tal como “seus amigos gostaram dos seguintes artigos”) como também ganhar tráfico adicional de visitas repetidas dos participantes.</p>
<p><strong> 4. Envolva os usuários durante decisões da comunidade</strong></p>
<p>Se o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Digg_Revolt#DMCA_notices_and_Digg">caso do fiasco da chave de proteção criptográfica do HD-DVD no Digg</a> nos servir de lição, aprendemos que não se podem tomar decisões precipitadas de cima para baixo e esperar que sua comunidade  reaja numa boa. Na MetaFilter eu administro um <a href="http://metatalk.metafilter.com/">fórum inteiro</a> devotado a discutir o próprio site. Lá eu lanço novas idéias e novos aperfeiçoamentos de UI e qualquer um pode começar um tópico sobre algum aspecto do site. Quando tenho que tomar uma decisão difícil, menciono isso em um novo tópico, recebo a reação dos participantes e geralmente configuro o resultado final baseado nesses feedbacks. Como o <a href="http://blog.getsatisfaction.com/2007/05/03/how-digg-could-have-avoided-a-community-revolt/">blog Satisfaction descreveu</a>, se Kevin Rose tivesse postado alguma coisa dizendo “ei, estamos num impasse – estamos ameaçados por uma ação legal a respeito de uma mensagem e gostaríamos de removê-la para cumprir a ordem”, ainda teria havido uma certa gritaria (e é por isso que existem coisas como o <a href="http://www.chillingeffects.org/notice.cgi?sID=3218">Chilling Effects</a>), mas não teria chegado nem perto da reação que  eles sofreram.</p>
<p>Acolher a opinião de usuários dá aos donos de comunidade um valioso feedback e proporciona aos participantes mais uma forma positiva de contribuição para a comunidade.</p>
<p><strong> 5. O trabalho de moderador é em tempo integral</strong></p>
<p>Não subestime a quantidade de trabalho envolvido em manter, moderar e acompanhar uma comunidade. Geralmente uma pessoa sozinha pode criar, desenvolver e lançar o site de uma comunidade nova em poucos meses e passar a maior parte dos dias, consertando bugs e criando recursos novos. Uma vez que a comunidade se torna um lugar fervilhante com milhares de usuários – se ainda for uma só pessoa a administrar a comunidade – as chances são de que já não tenha mais nenhum tempo para programar.</p>
<p>Se você já tem um site ou serviço ao qual você está planejando acrescentar uma comunidade ou um componente social, não espere que uma pessoa já comprometida com uma rotina cheia de trabalho vá simplesmente assumir a comunidade e dedicar um tempinho aqui e ali para mantê-la. É melhor apostar em designar uma pessoa em tempo integral para a função.</p>
<p><strong> 6. Métricas distribuem o trabalho</strong></p>
<p>Quando o trabalho de moderação for em tempo integral, ajuda se o fizermos ser o  mais simples possível, já que moderadores nunca têm tempo suficiente para fiscalizar tudo. Na maioria dos websites de comunidade, ninguém consegue ler tudo que é postado em todos os lugares. Se você já usou o Craigslist, provavelmente já encontrou links inócuos do tipo “denuncie esta mensagem” colocados nas margens dos posts. No ano passado, eu me inspirei no Craiglist e implementei um sistema simples de denúncia no MetaFilter. É um mecanismo básico que dá à comunidade uma canal de fiscalização e, além do simples ato de conferir aos usuários o poder de ajudá-lo a moderar um grande site, construindo o pacote de ferramentas certo, você consegue economizar uma montanha de tempo e de estresse na moderação de conteúdo.</p>
<p>Meu sistema de denúncia grava a identidade do item que está sendo marcado, a pessoa que está fazendo a denúncia e a pessoa que escreveu o item. Com esses dados posso criar várias visões visões úteis para os dados. A mais simples consiste em fazer uma cadeia de itens recentemente denunciados e usar como medidor do que for acontecendo. Mais útil ainda é começar a agrupar as coisas com base nos índices totais de denúncia e aí selecionar os mais denunciados em um curto espaço de tempo. Isso nos dá um instantâneo dos pontos focais recentes e se revelou a mais útil de todas as ferramentas. Com os dados do autor do item, você também pode tanto compilar listas dos usuários que, desde o início, foram problema, assim como dos usuários mais problemáticos do último mês. Descobri que, olhando os dados dos últimos 30 dias, pode-se facilmente ver se alguém cometeu só um ou dois erros na comunidade (se todos denunciaram os mesmos itens que eles escreveram) ou se são mais um tipo de problema crônico no site (se muitas pessoas denunciam um monte de suas contribuições). Todas essas ferramentas estão disponíveis em um painel de controle na interface administrativa.</p>
<p>Por outro lado, também implementei um <a href="http://www.metafilter.com/favorites/all">sistema de favoritos</a> no site todo e faço coisas semelhantes para  divulgar as melhores partes do site (favoritos são inteiramente públicos, denúncias não). As métricas são ferramentas tremendamente úteis e de fácil implementação. A parte mais difícil é resolver o que fazer com os dados e escrever as queries SQL necessárias para obter o que você precisa.</p>
<p><strong> 7. Recomendações, não regras</strong></p>
<p>Embora possa parecer uma simples questão de semântica, eu pessoalmente evito administrar uma comunidade com base em regras rígidas e rápidas e, ao contrário, tento conduzir os participantes a seguirem as normas da comunidade, através de uma forma mais solta de recomendação. Isso geralmente funciona para a maioria dos participantes que desejam uma comunidade agradável e respeitosa. Quando você envereda pelo caminho dos absolutos e das regras, acaba rapidamente em duas posições ruins. 1) aparecem os tipos extremos de amantes do direito / engenharia que vão argumentar e interpretar indefinidamente as regras e infringi-las só para ver o que acontece. Essas pessoas vão enlouquecê-lo. 2) Você vai se ver em uma situação em que vai ter que tomar uma decisão ruim e que você sabe que não é justa mas que você tem que fazer porque diz respeito a uma das Regras que Foram Quebradas. Recomendações, por outro lado, admitem nuances e, embora seja difícil colocar nuances em escala, dentro de um ambiente amplo de comunidade, é um outro modo de administrar um site como humano, e não como robô.</p>
<p>Eu já estive nos dois lados dessa questão, como usuário e como criador de comunidade, tanto com regras como com recomendações, e prefiro o enfoque mais relaxado das recomendações. Escreva uma página de coisas que você considera “formas de ser um participante valioso para esta comunidade” e “coisas que provavelmente você não deveria fazer” e, quando necessário, explique o enfoque mas não se incomode em apresentar uma lista de cem coisas que podem e que não podem ser feitas porque quando você começa a enveredar pelo caminho de regras, mesmo que poucas, você vai rapidamente acabar no alto de uma pilha de regras que constantemente terão que ser suplementadas para satisfazer os seus participantes mais polemizadores e, ao mesmo tempo, vai ver que essas regras vão cerceá-lo e forçá-lo a punir pessoas que só as infringiram acidentalmente.</p>
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